A SÃO LUÍS (IN)TRANQUILA DOS “MEUS TEMPOS” A reiterada falácia de que “No meu tempo não era assim!” revela uma memória seletiva e provinciana da elite fadada a repetição de erros Quantas vezes você ouviu alguém dizer em alto e bom som que “Na minha época não tinha essa violência toda. A gente dormia era de janela aberta”? Mas infelizmente, tenho dúvidas, se existiu alguma época na capital maranhense em que isso foi verdade. Basta investigar em jornais antigos da Biblioteca Pública Benedito Leite ou em documentos do Arquivo Público de São Luís para constatar a quantidade de crimes violentos em toda a Ilha, desde o Período Colonial. A execução sumária de indígenas; os castigos violentos de escravizados; a morte na forca em praça pública (Manoel Beckman em 1685 entre outros); os assassinatos de Inocêncio, Jacinto (1876) e Mariquinhas (1873); o “crime monstruoso” no Café São José (1913); O Misterioso Caso Galeoti (1923); os golpes de Ignácio Mitra (finais do XIX e início do século ...