ALCÂNTARA EM “RUÍNAS” AINDA FAZ JUS AO TÍTULO DE “PARADA NO TEMPO” A maior Festa do Divino do Maranhão sobrevive graças a força do povo Não há quem conte a história de Alcântara sem destacar as duas fases distintas da sua história: o apogeu econômico do século 18 expresso na arquitetura portuguesa colonial civil, militar e religiosa erguida na cidade e a segunda, marcada pela decadência desse acervo a partir do início do século XIX e que perdura até hoje. Sintoma disso é o fato de que no ponto alto do calendário cultural e turístico, o Festejo do Divino, a cidade ainda padeça da falta de infraestrutura básica para moradores e visitantes: a travessia de barco é desconfortável e depende exclusivamente do horário da maré, o porto e terminal de passageiros são precários, a rede hoteleira e de restaurantes deixam a desejar e o único banco da cidade segue fechado após o desmoronamento da fachada histórica. E pensar que Alcântara depois de abrigar o presídio de São Luís na primeira me...