TRÊS A DOIS eu só tinha dez anos minha mãe saído cedo para a loja de discos meu pai comprado bandeirinhas enfeitado a casa com balões esperava a vitória todos a esperavam naquela arena de touros depois de poucos lances saíram na frente empatamos com filosofia paolo rossi estava o inferno dois a um calou nosso almoço ainda viria o segundo tempo o jogo ficou tenso eu acreditava nossa tevê quase desmoronou com o gol de empate por mim acabava por ali infelizmente não foi assim rossi pela terceira vez foguetes explodiam distantes meio que abafados e chofres naquela tarde de oitenta e dois daquele estádio apenas restou a dor de nossos gritos reprimidos ecoando no que hoje são edifícios imagino às vezes que aquele chute de falcão poderia trazer alegria para a gente aquela tarde nunca acabou como gostaria que fosse com dribles e olés em sarr...
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40 MARANHENSES “Como se sabe, mente sadia é muito mais difícil...” Tempos atrás, na época em que todos liam o Pasquim — a época era de Ditadura e o Pasquim era o único jornal que a criticava usando as sutilezas do humor — em uma de suas tiradas o semanário saiu-se com esta, ironizando as peculiaridades de cada estado da Federação: Cada 15 cariocas: uma roda de samba, 30 baianos: um trio elétrico; 10 gaúchos, uma roda de chimarrão... e cada 40 maranhenses: uma academia de letras. Referia-se à vocação dos maranhenses para as letras e para a nossa sina de criação de organizações literárias denominadas de Academias. (E olha que, nessa época, não havia sequer um quinto das academias de letras que hoje existem em nosso estado). Esse fato me envaideceu como maranhense e acho que deveria continuar a nos orgulhar, apesar da brincadeira, pois demonstra o zelo que o maranhense tem pelo exercício das letras. (Se, infelizmente, ao mesmo tempo, o maranhense é um dos cidadãos brasileiros qu...
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SUA CIDADE TEM HISTÓRIA, O QUE FALTA É CONTAR Canhanhede mostra que é preciso coragem e determinação para mergulhar na própria história, mas pode valer muito a pena O Projeto Barbados em Cantanhede quer resgatar a história e através dela, melhorar a qualidade vida de seu povo, mas pode fazer mais que isso. Afinal, quem define a importância histórica de uma cidade? Não seria antes de tudo seu próprio povo? Antes que uma cidade seja reconhecida como patrimônio histórico ou cultural pelo IPHAN ou até pela UNESCO, é um erro enorme ignorar o potencial cultural e turístico da história de uma cidade. Seja ela qual for, a idade que tiver e onde estiver. Cantanhede, na região do Vale do Itapecuru, com apenas 25 mil habitantes e com menos de 80 anos de emancipação não só descobriu isso, como pode em pouco tempo tornar-se referência na elaboração de roteiros culturais e históricos. O Projeto Barbados de Turismo, coordenado pelo jornalista Luiz Carlos Amaral, é um bom exemplo de prospecção...
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A ESPOSA i) foi necessário perder a costela para entender toda sua ontologia mesmo no desfiladeiro não desisti aprontei as malas retornei ao círculo nesta turbulência pude entender os romances de virginia woolf ii) apesar dos filhos da casa mobiliada só restou o que não me desgastava esqueci de tudo voltei para casa abrigo de minha mãe um paraíso não era para ser este destino vivíamos em rota estrangeira iii) estranho ter que cruzar com a alma em precipício desconstruir incertezas apostar o que não podia desprender das perdas estender cálidas feridas iv) apaguei os rastros o caos se equilibrou fui criando apego pela paz interior tudo se cadenciou o amor revigorado v) a vida é o entrela...
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MARANHÃO AMARGA A VICE-LANTERNA NACIONAL EM QUALIDADE DE VIDA Penalva e Cajari figuram entre os municípios maranhenses mais afetados pela falta de oportunidades, serviços básicos e inclusão social O Portal G1 MA publicou, em 20/05/2026, que o Maranhão possui o segundo pior índice de qualidade de vida do país no IPS 2026. No levantamento por estados, o Maranhão ficou atrás apenas do Pará. Os dados são de um ranking divulgado naquela data pelo Instituto Imazon, em parceria com outras organizações. O estado registrou 57,59 pontos, número considerado abaixo da média brasileira. O cálculo é feito pelo Índice de Progresso Social (IPS), que mede e classifica a qualidade de vida com base em 57 indicadores sociais e ambientais. As informações são provenientes de fontes públicas, como DataSUS, IBGE, Inep e MapBiomas. Entre as capitais brasileiras, São Luís ocupa a 17ª posição entre aquelas com maior qualidade de vida, com 65,64 pontos. Curitiba (PR...