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A IMPORTÂNCIA DOS ARQUIVOS Destruir acervos históricos é negar o passado e um futuro para o povo maranhense   O que fazer com a pilha de documentos, processos, recibos, cartas, fotos antigas? Para a maioria das pessoas, a resposta é simples: jogar fora e abrir espaço ocupado por tralhas. Para desespero de pesquisadores, no Maranhão, muito tesouro histórico pode está indo parar no lixo. Seja arquivo pessoal ou institucional, o acervo de fontes históricas na sua casa ou no seu trabalho pode ser fundamental para fechar uma lacuna da pesquisa histórica. Impossível não lembrar dos Autos do Crime da Baronesa que por pouco não foram parar no lixo. Salvos por José Sarney, na época estagiário do Tribunal de Justiça, voltaram a tona em Os Tambores de São Luís (1975), no livro do juiz e escritor José Eulálio Figueiredo de Almeida O Crime da Baronesa  (2018), em pesquisas acadêmicas e no finalista do Prêmio Jabuti de 2025, Geminiana e seus filhos dos historiadores Maria Helena P. ...
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A ARTE DE PISAR NOS ASTROS “...Alguém poderia me ajudar a escolher o verso mais bonito?”   “Tu pisavas nos astros, distraída” da música Chão de Estrelas, de Orestes Barbosa, foi considerado por Manuel Bandeira o mais bonito verso da língua portuguesa. O fato de tê-lo escolhido não de um poema concebido inicialmente para ser apenas lido (como a maioria) sugere que a escolha de um verso bonito não é simples e demanda atenção, percepção e sensibilidades típicas de alguém do ramo, no caso um poeta da envergadura de Manuel Bandeira. Talvez porque a captação da emoção propiciada pela beleza, tal como ocorre na atração física, envolva submeter-se inicialmente ao impacto do conjunto e, somente no instante seguinte, aos detalhes que suportam e evidenciam essa sedução. No caso da atração física, a harmonia do conjunto é sucedida pelo êxtase concedido pela contemplação distinta de olhos, boca, postura, etc. No caso da leitura a sequência não se dá, fragmentando-se os elementos q...
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CRÔNICA N°2 DUM DOMINGO DE RAMOS À ALELUIA Isto é: uma semana depois, passado o feriado e se seguindo toda a vida   Os dias, como sucessões, são semânticas variadas:   a vida acontece no enquanto se segue o que se escolhe denominar por especial na brevidade do tempo.   Segunda feira. Acorda eu cedo, comumente às outras segundas que não se fizeram primeiras.  Levanto da cama, arrumo a cama, ponho o café, tomo o café, suspendo a bolsa no encosto da  porta e sigo para UEMA. Aula. Restaurante Universitário. Aula. Café uma outra vez (na  padaria, casal de amigos). Academia. Ainda uma vez, aula. O especial deste dia foram as  ideias para se encenar em francês: que se correrá à Major de Paris et c’est un brésilien et mon  nom Peixoto.   A subjetividade, em seus significantes próprios, cria o "especialmente".   Durante a semana, antecedente à Páscoa, refleti sobre o fatídico há 2000 anos.       ...
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CLICA QUE LÁ VEM A HISTÓRIA História ganha espaço nas redes sociais dos maranhenses, mas há perigos!   Curiosidade, saudosismo, nostalgia ou necessidade de entender o mundo em que vivemos. Seja como for é cada vez maior o interesse das pessoas por História nas redes sociais. Basta rolar um pouco o feed em perfis variados das redes sociais para logo aparecer alguém contando a História de algo ou de alguém. Páginas com publicações de fotos antigas, documentos raros, recortes de jornais, páginas de revistas e vídeos do Maranhão garimpados nos arquivos públicos ou acervos privados fazem sucesso entre internautas maranhenses. No espaço digital estão disponíveis também boas práticas de educadores que ousam extrapolar o chão da escola desbravando ruínas, sítios históricos e manifestações culturais tradicionais maranhenses, desconhecidas da grande mídia e do público em geral. Assim como também “pipocam” nas redes, experiências midiáticas dedicadas a memória e história de cidades e ...
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ADONAE MARQUES MARTINS, TRAJETÓRIA DE EXCELÊNCIA NA ADVOCACIA O percurso de um profissional que uniu conhecimento jurídico e sensibilidade humana   Conheci Adonae por meio do meu pai, Amadeu, que hoje tem 96 anos. Ele me contou que, quando jovem, entregava cartas de amor dele para minha mãe, Teodora, durante o namoro. Minha mãe faleceu em 2020, aos 84 anos. Adonae atuou como um verdadeiro cupido, facilitando a união dos dois. Faleceu no dia 21 de março do corrente ano, aos 84 anos. Era filho de Benedito Martins, renomado músico penalvense, e da professora Dinorá Marques. Seu primeiro casamento foi com Marilda D’Ávilla, mãe de seus três filhos: Roberto, Rodrigo e Rafael. Teve mais dois filhos fora do casamento. A caçula, Thallicia, tem 15 anos. Posteriormente, casou-se com Suzilene Ribeiro, com quem viveu até o fim da vida, sem filhos. Já atuo há algum tempo na advocacia, mas conheci poucos profissionais com tanto talento. Tinha técnica refinada na escrita e na argumentaçã...
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DAS RIQUEZAS CULTURAIS DE SÃO BENTO NA BAIXADA MARANHENSE O que ainda nos falta para reconhecer quem somos?   Doce de leite, queijo caseiro, mussum, jaçanã. Ilhas flutuantes nos campos da Baixada. Rica em fauna e flora. Parte significativa do nosso pantanal. Por muitos anos foi a porta de entrada da Baía de São Marcos para o continente e caminho de boiadas. Uma diversidade cultural que teve um teatro e uma sociedade teatral “Recreio Dramático “ no século 17; jornais escritos à mão, como “O São Bento”, “O Luz” e o “Laço” e o impresso "Legionario Sao Bento-MA" (1935); que nos deu o escritor João Clímaco Lobato que entre outros publicou a novela “Mistérios da Vila de São Bento” (1862). Além disso, um rico calendário festivo religioso, com as tradicionais Festas do Remedinho, de São Bento e de São Benedito e os danados dos festejos populares do carnaval, o Tambor de Crioula e o bumba meu boi que ainda hoje enriquecem de zabumbas, pandeiros e orquestras a cidade: Bumba-M...
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O NADA — PARA TUDO E PARA TODOS Antes tarde que nunca para a humanidade descobrir que o Nada faz um bem danando...   Antes tarde que nunca para a humanidade descobrir que o Nada faz um bem danando. Foi o que sugeriu reportagem da revista Isto É de uma edição antiga, do tempo em que se liam revistas e jornais e havia bancas em São Luís que as vendiam. O texto reportava o surgimento de um Clube em São Paulo denominado Nadismo, fundado por um tal Marcelo Bohrer, em que seus membros se dedicavam a …não fazer nada. O que está longe de ser tarefa fácil, segundo ele: “Fazer nada é essencial para uma boa qualidade de vida, e isso é difícil porque as pessoas se sentem culpadas, por acharem que estão desperdiçando tempo.” Enfim, finalmente se descobria as maravilhas do nada, o que pode   ser resumido com uma frase: “Nada como o Nada!” Algumas das regras do Clube eram expostas como essenciais para   essa prática tão difícil e árdua: Esquecer os compromissos e curtir ...