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  MENSAGEM DE ARECIBO   os destruidores de mundos não estão em uma sonda rumo aos confins do universo com mensagens de boas-vindas estão bem aí do seu lado resolvendo como lucrar cada vez mais no pináculo de um edifício da península da ponta da areia supervalorizando os títulos de suas offshores na samoa americana   estão discutindo o valor do gás da tevê por assinatura da sua aposentadoria da comida que você coloca para seu animal de estimação fazendo acordos espúrios de livre comércio com chefes de estado latino-americanos aumentando o preço dos tíquetes de estacionamento dos shopping centers   oferecendo seguros para isso ou para aquilo inventando bombardeios em países estratégicos de pouco poderio bélico para vender produtos supérfluos ou deixar você com medo para procurar consultórios psiquiátricos ou se entupir de remédios criam problemas que na verdade você não tinha mas que poderá um dia com certeza ter  ...
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O JOGO ALÉM DAS QUATRO LINHAS: A FORÇA FEMININA NA COPA DO MUNDO       Enquanto conquistam mais espaço no esporte, mulheres seguem enfrentando barreiras históricas em um universo tradicionalmente masculino No artigo do jornalista Raony Salvador, publicado em 26/03/2026, destaca-se que a palavra “torcida” no futebol não possui equivalente direto em outras línguas. Antes de se tornar sinônimo das multidões nos estádios, ela surgiu em um contexto bastante diferente e, ao que tudo indica, teve origem nas arquibancadas ocupadas por mulheres no início do século XX. Segundo a página oficial do Fluminense Football Club, a origem da palavra está ligada ao ambiente do campo da Rua Guanabara, em Laranjeiras, nas primeiras décadas do século XX. Assistir a uma partida era, naquele momento, um evento social marcado pela formalidade: os homens vestiam terno, enquanto as mulheres compareciam aos jogos com vestidos longos, sombrinhas, leques e luvas. O Brasil conta com...
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O BUMBA MEU BOI DO MARANHÃO JÁ GANHOU O MUNDO Onde tem maranhense tem fé, devoção e festa junina Se você estiver passeando por São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Goiás, Santa Catarina e até na França, não se assuste ao ouvir matracas, maracás e pandeirões do Bumba Meu Boi Maranhense. Não, você não está sonhando e nem delirando. É que ao longo do tempo, maranhenses e apaixonados pela tradição junina do Maranhão levaram os sons, as cores e os ritmos das toadas da nossa cultura Brasil e mundo afora. Assim foi quando estava acompanhando a programação do Festival Internacional de Dança de Joinville no inverno de 2025. No palco catarinense, ocupado por bailarinos de dança clássica e contemporânea, ecoou um improvável Boi de Santa Fé: “Santa Fé Chegou” Para minha surpresa e deleite do público, começava ali, no primeiro dia da mostra competitiva do Festival, a premiada apresentação “Sou Santa Fé” da Escola Municipal Governador Pedro Ivo Campos de Joinville que arrebatou o seu...
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NAMORADOS DE ONTEM, AMORES DE HOJE “Amor, sublime Amor! O amor vence tudo, até as evoluções! E vivam os namorados!” O dia dos namorados passou. Os namorados também. Só os entendimentos sobre essa matéria ainda tão desejada é que evoluíram rapidamente, no tempo das viroses, das IAS e das redes sociais com todos à beira de um ataque de nervos. 1.ROMANTISMO. Característica peculiar aos namorados de antigamente que se revelava para a parceira em manifestações de carinho e atenção. Depois substituída pelo cartão de crédito e, hoje pelo PIX. 2.NAMORADO. Produto supérfluo que as mulheres usam nos shows e eventos como objeto de adorno pessoal para exibir e mostrar para as amigas. Facilmente encontráveis a preço de banana nos próprios shows, mas que, pirateados, podem sair muito caro. 3.PAIXÃO. Um tipo de sentimento que era costumeiro nas fantasias femininas de antigamente. Hoje em desuso, sendo mais comumente conhecido como um desodorante. 4.CASAMENTO.Contrato que antigamente era f...
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  ESCOLA DE DANÇA, MOVIDANCE, TRAZ SÃO VITO  PARA O CALENDÁRIO DOS FESTEJOS JUNINOS MARANHENSE Santo padroeiro da Dança será celebrado em São Luís No próximo dia 21 (domingo), acontece pela segunda vez em São Luís, o Arraial do padroeiro da dança e dos dançarinos: São Vito. “Foi uma alegria enorme descobrir que o santo padroeiro da Dança é celebrado bem no período junino e que poderíamos incluir seu nome nos festejos no Maranhão, afinal se tem uma coisa que o maranhense adora, é dançar!”, explicam os sócios da escola de dança MoviDance, Angela Saldanha e Flávio Régis que adotaram o santo como protetor. A celebração que acontece desde o ano passado, aos poucos vai entrando no calendário junino maranhense que já conta com Santo Antônio (13), São João (24), São Pedro (29) e São Marçal (30) e agora recebe São Vito (15). Seguindo a tradição, será comemorado com um momento religioso de benção da imagem de São Vito com o padre Flávio Colins da Paróquia Sagrado Coração de Jesus ...
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GRANDES MEDOS      O primeiro grande medo, identificado por volta dos quatro anos, foi o de ser sequestrada por índios. Não, não morei no velho Oeste americano, mas meu pai foi juiz de direito de Barra do Corda, cidade em que era grande o vai-e-vem de índios o tempo inteiro. Não os índios de hoje de calção adidas e havaianas, que sentam às portas dos botequins, bebendo cachaça e jogando dominó, confundidos com os caboclos subnutridos da região, cara de um focinho do outro, mas os orgulhosos, imponentes, emplumados e pintados, ou até alguns, entre os aculturados mais importantes, de terno de riscado e pés descalços. Visitavam meu pai, vestidos(?) a caráter, e eu me escondia. Olhava arregalado e pensava, se eles sequestraram a “infeliz Perpetinha”, por que não a mim?  De volta a São Luís, livre dos índios (ufa!) enfrentei o segundo medo.  Esse foi terrífico! O medo do Diabo. Aquele de rabo e chifre, pés-de-cabra, peludo e soltando fogo pela boca, medieval, com...
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TRÊS A DOIS   eu só tinha dez anos minha mãe saído cedo para a loja de discos   meu pai comprado bandeirinhas enfeitado a casa com balões   esperava a vitória todos a esperavam naquela arena de touros   depois de poucos lances saíram na frente empatamos com filosofia   paolo rossi estava o inferno dois a um calou nosso almoço ainda viria o segundo tempo   o jogo ficou tenso eu acreditava nossa tevê quase desmoronou com o gol de empate   por mim acabava por ali infelizmente não foi assim rossi pela terceira vez   foguetes explodiam distantes meio que abafados e chofres naquela tarde de oitenta e dois daquele estádio apenas restou a dor de nossos gritos reprimidos ecoando no que hoje são edifícios   imagino às vezes que aquele chute de falcão poderia trazer alegria para a gente   aquela tarde nunca acabou como gostaria que fosse com dribles e olés em sarr...