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PERDEU O MOVIMENTO DE UMA PERNA, MAS GANHOU ASAS E ele não cansa de conhecer o mundo, de muletas   O maior viajante da América do Sul é maranhense e está quase alcançando a marca de 200 países visitados nos cinco continentes. Após um acidente de carro que o deixou de muletas, o engenheiro Luiz Thadeu Nunes e Silva ganhou asas e voou mundo afora. Em 11 de julho de 2003, um terrível acidente automobilístico, quase o matou. Foram cinco longos anos acamado, com muita fisioterapia e esforço diário em busca de recuperação. Diante da mesma tragédia que o deixou com mobilidade reduzida, a resiliência necessária para literalmente renascer e dar um novo rumo a sua vida. 162 países depois tornou-se o sul-americano com mobilidade reduzida que mais viajou pelo mundo. Otimista, esperançoso, determinado e cheio de planos, aos 67 anos toca um projeto com a escritora gaúcha Denise Sabino Villanova que veio a São Luís para trabalhar na pré-produção do projeto que vai transformar em documen...
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NENHUM ESPAÇO PARA QUEM MATOU UMA MULHER Campanha pressiona por retirada de nomes de feminicidas em ruas   Em 12/03/2026, a jornalista Ângela Celeste, do Portal UOL, divulgou a notícia de que a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal de São Paulo aprovou um projeto de lei que propõe mudar o nome da Rua Peixoto Gomide, localizada na região da Avenida Paulista, para Sophia Gomide. A proposta ainda precisa passar por votação no plenário da Casa. O projeto de lei é de autoria das vereadoras Silvia Ferraro (PSOL) e Luna Zarattini (PT), coautora da proposta. Segundo as parlamentares, o objetivo é reparar a homenagem e preservar a memória da vítima. A proposta é da Bancada Feminista do PSOL, com apoio de organizações como Minha Sampa e Instituto Polis. Sophia Gomide foi assassinada em 1906 pelo próprio pai, o então senador Peixoto Gomide, que não aceitava seu casamento. Anos depois, em 1914, a Câmara deu o nome do ex-senador à rua, sem qualquer menção ao crime. ...
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50 ANOS DO “PAI DA MALHADA” Tradicional Boi de Matraca de São José Ribamar é a síntese da tradição junina da Ilha de Upaon Açu   Quem passa pelo Outeiro a esquerda da estrada de Ribamar e avista o antigo cruzeiro de madeira no caminho que dá acesso a Praia de Panaquatira, não tem ideia da história que literalmente, há por trás do tradicional símbolo religioso católico. Ali, aos seus pés, rezadeiras, cantadores, brincantes e a comunidade deram origem, há cinquenta anos a um rito de fé e cultura popular: A fundação oficial do Bumba Meu Boi de São José de Ribamar. Exatamente ali, batizado de “Cruzeiro dos Cantadores de Bumba Meu Boi de Matraca da Ilha de São Luís” fincado em 23 de junho de 1976 pela Associação Folclórica de Bumba Boi de Matraca de São José de Ribamar criada poucos meses antes, no dia 14 de março, no Grupo Escolar Dr. Paulo Martins Ramos por membros da Associação que fica até hoje ali atrás, em sua maioria pedreiros, professores, pescadores, policiais, marinhei...
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10 LIVROS   Em 2006, 20 anos atrás, portanto, listei em crônica no jornal O estado do Maranhão os livros mais marcantes e essenciais para minha formação literária e humana. Ressaltei que não se tratava de uma lista dos melhores romances, mas sim dos mais significativos para mim. 20 anos depois, embora tenha lido preciosos títulos de lá para cá, a lista permaneceu a mesma com apenas uma alteração. 1 A MARCA DO ZORRO, de Johnston Mc Culley Foi o primeiro livro que me deu a noção de que um dos maiores prazeres da vida poderia estar, também, em um monte de palavras em sequência sem sequer uma ilustração. Antes disso só lia quadrinhos. Lembro que não consegui despregar-me de sua leitura de mais 150 páginas e, mais tarde, o reli mais de uma vez. Devo a ele a introdução nessa coisa de felicidade que é a leitura. 2 ROBINSON CRUZOE, de Daniel Defoe Li na versão para jovens, de Monteiro Lobato — este com deliciosas ilustrações— numa edição capa dura, presente de minha saudosa t...
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OSCAR 2026 Filmes adversos com finais infalíveis Peculiaridades sobre as películas O Agente Secreto - Poucos cineastas brasileiros entendem tão bem quanto Kleber Mendonça Filho que recordar também é um gesto político. Em O Agente Secreto , ele usa a atmosfera da espionagem não para organizar um jogo de pistas convencional, mas para falar de um país treinado a apagar pessoas, histórias e vestígios. Marcelo, vivido por Wagner Moura com tristeza contida e humanidade palpável, é menos o centro de um mistério do que a expressão de uma ferida coletiva.  O Recife recriado por Kleber não aparece apenas como cenário: surge como ruína, arquivo e fantasma, um espaço em que a memória resiste ao mesmo tempo em que é ameaçada. O roteiro mistura mito, documento e sensação com inteligência, encontrando humor e afeto sem amenizar o peso histórico que carrega. Quando o cinema São Luiz entra em cena, ele se torna mais do que locação: vira abrigo simbólico para tudo aquilo que a imagem ainda...