NAMORADOS DE ONTEM, AMORES DE HOJE “Amor, sublime Amor! O amor vence tudo, até as evoluções! E vivam os namorados!” O dia dos namorados passou. Os namorados também. Só os entendimentos sobre essa matéria ainda tão desejada é que evoluíram rapidamente, no tempo das viroses, das IAS e das redes sociais com todos à beira de um ataque de nervos. 1.ROMANTISMO. Característica peculiar aos namorados de antigamente que se revelava para a parceira em manifestações de carinho e atenção. Depois substituída pelo cartão de crédito e, hoje pelo PIX. 2.NAMORADO. Produto supérfluo que as mulheres usam nos shows e eventos como objeto de adorno pessoal para exibir e mostrar para as amigas. Facilmente encontráveis a preço de banana nos próprios shows, mas que, pirateados, podem sair muito caro. 3.PAIXÃO. Um tipo de sentimento que era costumeiro nas fantasias femininas de antigamente. Hoje em desuso, sendo mais comumente conhecido como um desodorante. 4.CASAMENTO.Contrato que antigamente era f...
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ESCOLA DE DANÇA, MOVIDANCE, TRAZ SÃO VITO PARA O CALENDÁRIO DOS FESTEJOS JUNINOS MARANHENSE Santo padroeiro da Dança será celebrado em São Luís No próximo dia 21 (domingo), acontece pela segunda vez em São Luís, o Arraial do padroeiro da dança e dos dançarinos: São Vito. “Foi uma alegria enorme descobrir que o santo padroeiro da Dança é celebrado bem no período junino e que poderíamos incluir seu nome nos festejos no Maranhão, afinal se tem uma coisa que o maranhense adora, é dançar!”, explicam os sócios da escola de dança MoviDance, Angela Saldanha e Flávio Régis que adotaram o santo como protetor. A celebração que acontece desde o ano passado, aos poucos vai entrando no calendário junino maranhense que já conta com Santo Antônio (13), São João (24), São Pedro (29) e São Marçal (30) e agora recebe São Vito (15). Seguindo a tradição, será comemorado com um momento religioso de benção da imagem de São Vito com o padre Flávio Colins da Paróquia Sagrado Coração de Jesus ...
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GRANDES MEDOS O primeiro grande medo, identificado por volta dos quatro anos, foi o de ser sequestrada por índios. Não, não morei no velho Oeste americano, mas meu pai foi juiz de direito de Barra do Corda, cidade em que era grande o vai-e-vem de índios o tempo inteiro. Não os índios de hoje de calção adidas e havaianas, que sentam às portas dos botequins, bebendo cachaça e jogando dominó, confundidos com os caboclos subnutridos da região, cara de um focinho do outro, mas os orgulhosos, imponentes, emplumados e pintados, ou até alguns, entre os aculturados mais importantes, de terno de riscado e pés descalços. Visitavam meu pai, vestidos(?) a caráter, e eu me escondia. Olhava arregalado e pensava, se eles sequestraram a “infeliz Perpetinha”, por que não a mim? De volta a São Luís, livre dos índios (ufa!) enfrentei o segundo medo. Esse foi terrífico! O medo do Diabo. Aquele de rabo e chifre, pés-de-cabra, peludo e soltando fogo pela boca, medieval, com...
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TRÊS A DOIS eu só tinha dez anos minha mãe saído cedo para a loja de discos meu pai comprado bandeirinhas enfeitado a casa com balões esperava a vitória todos a esperavam naquela arena de touros depois de poucos lances saíram na frente empatamos com filosofia paolo rossi estava o inferno dois a um calou nosso almoço ainda viria o segundo tempo o jogo ficou tenso eu acreditava nossa tevê quase desmoronou com o gol de empate por mim acabava por ali infelizmente não foi assim rossi pela terceira vez foguetes explodiam distantes meio que abafados e chofres naquela tarde de oitenta e dois daquele estádio apenas restou a dor de nossos gritos reprimidos ecoando no que hoje são edifícios imagino às vezes que aquele chute de falcão poderia trazer alegria para a gente aquela tarde nunca acabou como gostaria que fosse com dribles e olés em sarr...
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40 MARANHENSES “Como se sabe, mente sadia é muito mais difícil...” Tempos atrás, na época em que todos liam o Pasquim — a época era de Ditadura e o Pasquim era o único jornal que a criticava usando as sutilezas do humor — em uma de suas tiradas o semanário saiu-se com esta, ironizando as peculiaridades de cada estado da Federação: Cada 15 cariocas: uma roda de samba, 30 baianos: um trio elétrico; 10 gaúchos, uma roda de chimarrão... e cada 40 maranhenses: uma academia de letras. Referia-se à vocação dos maranhenses para as letras e para a nossa sina de criação de organizações literárias denominadas de Academias. (E olha que, nessa época, não havia sequer um quinto das academias de letras que hoje existem em nosso estado). Esse fato me envaideceu como maranhense e acho que deveria continuar a nos orgulhar, apesar da brincadeira, pois demonstra o zelo que o maranhense tem pelo exercício das letras. (Se, infelizmente, ao mesmo tempo, o maranhense é um dos cidadãos brasileiros qu...
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SUA CIDADE TEM HISTÓRIA, O QUE FALTA É CONTAR Canhanhede mostra que é preciso coragem e determinação para mergulhar na própria história, mas pode valer muito a pena O Projeto Barbados em Cantanhede quer resgatar a história e através dela, melhorar a qualidade vida de seu povo, mas pode fazer mais que isso. Afinal, quem define a importância histórica de uma cidade? Não seria antes de tudo seu próprio povo? Antes que uma cidade seja reconhecida como patrimônio histórico ou cultural pelo IPHAN ou até pela UNESCO, é um erro enorme ignorar o potencial cultural e turístico da história de uma cidade. Seja ela qual for, a idade que tiver e onde estiver. Cantanhede, na região do Vale do Itapecuru, com apenas 25 mil habitantes e com menos de 80 anos de emancipação não só descobriu isso, como pode em pouco tempo tornar-se referência na elaboração de roteiros culturais e históricos. O Projeto Barbados de Turismo, coordenado pelo jornalista Luiz Carlos Amaral, é um bom exemplo de prospecção...
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A ESPOSA i) foi necessário perder a costela para entender toda sua ontologia mesmo no desfiladeiro não desisti aprontei as malas retornei ao círculo nesta turbulência pude entender os romances de virginia woolf ii) apesar dos filhos da casa mobiliada só restou o que não me desgastava esqueci de tudo voltei para casa abrigo de minha mãe um paraíso não era para ser este destino vivíamos em rota estrangeira iii) estranho ter que cruzar com a alma em precipício desconstruir incertezas apostar o que não podia desprender das perdas estender cálidas feridas iv) apaguei os rastros o caos se equilibrou fui criando apego pela paz interior tudo se cadenciou o amor revigorado v) a vida é o entrela...