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CRÔNICA N°2 DUM DOMINGO DE RAMOS À ALELUIA Isto é: uma semana depois, passado o feriado e se seguindo toda a vida   Os dias, como sucessões, são semânticas variadas:   a vida acontece no enquanto se segue o que se escolhe denominar por especial na brevidade do tempo.   Segunda feira. Acorda eu cedo, comumente às outras segundas que não se fizeram primeiras.  Levanto da cama, arrumo a cama, ponho o café, tomo o café, suspendo a bolsa no encosto da  porta e sigo para UEMA. Aula. Restaurante Universitário. Aula. Café uma outra vez (na  padaria, casal de amigos). Academia. Ainda uma vez, aula. O especial deste dia foram as  ideias para se encenar em francês: que se correrá à Major de Paris et c’est un brésilien et mon  nom Peixoto.   A subjetividade, em seus significantes próprios, cria o "especialmente".   Durante a semana, antecedente à Páscoa, refleti sobre o fatídico há 2000 anos.       ...
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CLICA QUE LÁ VEM A HISTÓRIA História ganha espaço nas redes sociais dos maranhenses, mas há perigos!   Curiosidade, saudosismo, nostalgia ou necessidade de entender o mundo em que vivemos. Seja como for é cada vez maior o interesse das pessoas por História nas redes sociais. Basta rolar um pouco o feed em perfis variados das redes sociais para logo aparecer alguém contando a História de algo ou de alguém. Páginas com publicações de fotos antigas, documentos raros, recortes de jornais, páginas de revistas e vídeos do Maranhão garimpados nos arquivos públicos ou acervos privados fazem sucesso entre internautas maranhenses. No espaço digital estão disponíveis também boas práticas de educadores que ousam extrapolar o chão da escola desbravando ruínas, sítios históricos e manifestações culturais tradicionais maranhenses, desconhecidas da grande mídia e do público em geral. Assim como também “pipocam” nas redes, experiências midiáticas dedicadas a memória e história de cidades e ...
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ADONAE MARQUES MARTINS, TRAJETÓRIA DE EXCELÊNCIA NA ADVOCACIA O percurso de um profissional que uniu conhecimento jurídico e sensibilidade humana   Conheci Adonae por meio do meu pai, Amadeu, que hoje tem 96 anos. Ele me contou que, quando jovem, entregava cartas de amor dele para minha mãe, Teodora, durante o namoro. Minha mãe faleceu em 2020, aos 84 anos. Adonae atuou como um verdadeiro cupido, facilitando a união dos dois. Faleceu no dia 21 de março do corrente ano, aos 84 anos. Era filho de Benedito Martins, renomado músico penalvense, e da professora Dinorá Marques. Seu primeiro casamento foi com Marilda D’Ávilla, mãe de seus três filhos: Roberto, Rodrigo e Rafael. Teve mais dois filhos fora do casamento. A caçula, Thallicia, tem 15 anos. Posteriormente, casou-se com Suzilene Ribeiro, com quem viveu até o fim da vida, sem filhos. Já atuo há algum tempo na advocacia, mas conheci poucos profissionais com tanto talento. Tinha técnica refinada na escrita e na argumentaçã...
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DAS RIQUEZAS CULTURAIS DE SÃO BENTO NA BAIXADA MARANHENSE O que ainda nos falta para reconhecer quem somos?   Doce de leite, queijo caseiro, mussum, jaçanã. Ilhas flutuantes nos campos da Baixada. Rica em fauna e flora. Parte significativa do nosso pantanal. Por muitos anos foi a porta de entrada da Baía de São Marcos para o continente e caminho de boiadas. Uma diversidade cultural que teve um teatro e uma sociedade teatral “Recreio Dramático “ no século 17; jornais escritos à mão, como “O São Bento”, “O Luz” e o “Laço” e o impresso "Legionario Sao Bento-MA" (1935); que nos deu o escritor João Clímaco Lobato que entre outros publicou a novela “Mistérios da Vila de São Bento” (1862). Além disso, um rico calendário festivo religioso, com as tradicionais Festas do Remedinho, de São Bento e de São Benedito e os danados dos festejos populares do carnaval, o Tambor de Crioula e o bumba meu boi que ainda hoje enriquecem de zabumbas, pandeiros e orquestras a cidade: Bumba-M...
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O NADA — PARA TUDO E PARA TODOS Antes tarde que nunca para a humanidade descobrir que o Nada faz um bem danando...   Antes tarde que nunca para a humanidade descobrir que o Nada faz um bem danando. Foi o que sugeriu reportagem da revista Isto É de uma edição antiga, do tempo em que se liam revistas e jornais e havia bancas em São Luís que as vendiam. O texto reportava o surgimento de um Clube em São Paulo denominado Nadismo, fundado por um tal Marcelo Bohrer, em que seus membros se dedicavam a …não fazer nada. O que está longe de ser tarefa fácil, segundo ele: “Fazer nada é essencial para uma boa qualidade de vida, e isso é difícil porque as pessoas se sentem culpadas, por acharem que estão desperdiçando tempo.” Enfim, finalmente se descobria as maravilhas do nada, o que pode   ser resumido com uma frase: “Nada como o Nada!” Algumas das regras do Clube eram expostas como essenciais para   essa prática tão difícil e árdua: Esquecer os compromissos e curtir ...
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  CRÔNICA N°1 DUM SÁBADO DE SOL Contentamento, Bar do Léo e o céu sob o hino do Maranhão   Escolher não escolher é submeter-se à escolha: o inegavelmente de Sartre, os bolos e os fatídicos sins e nãos em que se inventou a angústia. É que a liberdade não estará só em se dizer “eu te amo” enquanto o tempo segue ou em se usar um guarda-chuva num dia lindo de sol. A liberdade está na indefinição de nem isso, de nem aquilo. A parada profunda como poça d'água, vazia feito saco de ar ao vento. O livre é poder amar sem ledo, proteger-se da chuva num céu claro, certeza obscena tão íntima, como os sacos do ar… em se procurar para olhar-se e achar-se. Eu gostaria, também, de escrever sobre Anatomia, embora os sentimentos sejam ausentes de planos, inserções, esses referenciais rarefeitos que sejam, sim, permeados em indiferenças no tabuleiro do “só por hoje”. Hoje, apenas; e amanhã, não sei mais saber o que dizer. Escolher. Terrivelmente livre, tal quando eu abro a g...
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PERDEU O MOVIMENTO DE UMA PERNA, MAS GANHOU ASAS E ele não cansa de conhecer o mundo, de muletas   O maior viajante da América do Sul é maranhense e está quase alcançando a marca de 200 países visitados nos cinco continentes. Após um acidente de carro que o deixou de muletas, o engenheiro Luiz Thadeu Nunes e Silva ganhou asas e voou mundo afora. Em 11 de julho de 2003, um terrível acidente automobilístico, quase o matou. Foram cinco longos anos acamado, com muita fisioterapia e esforço diário em busca de recuperação. Diante da mesma tragédia que o deixou com mobilidade reduzida, a resiliência necessária para literalmente renascer e dar um novo rumo a sua vida. 162 países depois tornou-se o sul-americano com mobilidade reduzida que mais viajou pelo mundo. Otimista, esperançoso, determinado e cheio de planos, aos 67 anos toca um projeto com a escritora gaúcha Denise Sabino Villanova que veio a São Luís para trabalhar na pré-produção do projeto que vai transformar em documen...