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A LIBERDADE SE REINVENTOU E HOJE (RE)ESCREVE E CONTA SUA PRÓPRIA HISTÓRIA Bairro centenário em São Luís hoje é referência em Afroturismo de Experiência e Economia Criativa Já foi tempo que os moradores da Liberdade, localizado da região central de São Luís do Maranhão formado pelo complexo dos bairros da Liberdade, Camboa, Fé em Deus, Floresta, Formosa, Diamante e Sítio do Meio, precisavam dar o endereço de parentes de outras regiões para conseguir emprego no centro da cidade. Vítimas da ausência de políticas públicas do Estado, de toda a violência decorrente disso e do estigma reforçado pelos cadernos policiais dos jornais ludovicenses por décadas, conseguiram “dar a volta por cima”. Hoje, reconhecido como o maior Quilombo em área urbana da América Latina, a seus mais de 160 mil moradores, encontraram na história e cultura, não só seus maiores orgulhos, como sua maior força e fonte de renda. Originário do antigo Sítio Itamacaca, com seus poços de propriedade de Ana Jansen qu...
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MORRER, PENSAR, EXISTIR ...Mais tarde Oscar Wilde diria que “A maioria das pessoas não vive, apenas existe” “Penso, logo existo” A frase célebre do filósofo e matemático René Descartes pretendia ser definitiva, pelo menos quanto à existência humana como uma verdade incontestável. Mais tarde Oscar Wilde diria que “A maioria das pessoas não vive, apenas existe”, e quis dizer que não basta pensar para viver ou existir, mas que o importante é pensar bem e melhor. O tempo passou, o avanço tecnológico trouxe as IAS e a capacidade de das máquinas pensarem o que, segundo a máxima de Descartes, prova que existem também, e que, pelo menos quanto a isso, isso não há dúvidas. O que se questiona é se um dia pensarão melhor que os seres humanos o que parece não ser tão difícil assim, como mostra a lista abaixo. 1.Todo ser humano pensa que não morrerá nunca. E vive e age como tal. 2.Todo ser humano pensa ao elogiar um defunto que está fazendo algo pelo qual o morto lucra alguma coisa. 3.T...
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ALCÂNTARA EM “RUÍNAS” AINDA FAZ JUS AO TÍTULO DE “PARADA NO TEMPO” A maior Festa do Divino do Maranhão sobrevive graças a força do povo Não há quem conte a história de Alcântara sem destacar as duas fases distintas da sua história: o apogeu econômico do século 18 expresso na arquitetura portuguesa colonial civil, militar e religiosa erguida na cidade e a segunda, marcada pela decadência desse acervo a partir do início do século XIX e que perdura até hoje. Sintoma disso é o fato de que no ponto alto do calendário cultural e turístico, o Festejo do Divino, a cidade ainda padeça da falta de infraestrutura básica para moradores e visitantes: a travessia de barco é desconfortável e depende exclusivamente do horário da maré, o porto e terminal de passageiros são precários, a rede hoteleira e de restaurantes deixam a desejar e o único banco da cidade segue fechado após o desmoronamento da fachada histórica. E pensar que Alcântara depois de abrigar o presídio de São Luís na primeira me...
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BIBLIOTERAPIA: QUANDO A LEITURA SE TORNA CUIDADO EMOCIONAL       O uso terapêutico da literatura como aliado da saúde mental e do bem-estar psicológico   O portal UOL, em colaboração com a Viva Bem, publicou, no dia 27/04/2026, uma matéria a respeito de um tema muito interessante: o uso terapêutico da literatura, denominado biblioterapia, e como a leitura pode ajudar na saúde mental. Para quem ama livros, a ideia talvez não surpreenda: a leitura pode funcionar como cuidado emocional. Mais do que entretenimento ou fonte de conhecimento, o contato com histórias também mobiliza sentimentos, amplia repertórios internos e ajuda a reorganizar pensamentos. Esse uso terapêutico da literatura tem nome: biblioterapia. O termo reúne as palavras gregas biblion (livro) e therapeía (tratamento) e descreve práticas que utilizam textos literários como ferramenta de bem-estar psicológico. O tema vem sendo estudado há décadas. Pesquisas acadêmicas brasileiras e int...
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FILHO DE MARANHENSE FEZ HISTÓRIA NA COPA DO MUNDO Preguinho, filho do escritor Coelho Neto, foi o artilheiro e autor do primeiro gol da seleção brasileira em Copa do Mundo Com a apresentação da lista dos convocados para a Copa do Mundo FIFA de futebol masculino (2026), pelo técnico italiano Carlo Ancelotti, na última segunda-feira (18), o jogador maranhense Wesley França, nascido em São Luís, atualmente jogando na lateral do Roma (Itália), independente do desempenho ao final da competição, já escreveu seu nome no Almanaque do Futebol Brasileiro. Será o primeiro maranhense a participar de uma Copa do Mundo de futebol de campo profissional masculino defendendo as cores da seleção brasileira. Antes dele, três conterrâneos já haviam participado do Mundial, porém defendendo selecionados de outros países: Luís Airton Barroso Oliveira (Oliverrá), José Clayton Menezes Ribeiro e Francileudo Santos. Oliverrá, nascido em São Luís, começou nas categorias de base do Tupan e foi para a Bélgica...
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NO REINO DA ILUSÃO E DE FATALIDADE INFINITAS O infinito, na matemática, mal consegue disfarçar sua sina de impostor... Do livro Cidade Aritmética, de José Ewerton Neto. 1.FATALIDADE O ser humano não suporta a realidade, dizia Henry James e a Ciência sabe disso. Os sonhos, por exemplo, são artifícios que o cérebro engendra, durante o sono, para rearranjar a realidade, aliviando a mente da pressão cotidiana para aguentar a pressão do dia seguinte. O que muita gente não atentou ainda é sobre como se prestam, também para isso, as palavras. Um exemplo disso á a palavra Fatalidade que, no Brasil, é usada a torto e a direito, pelos responsáveis pelas tragédias para se omitirem de suas responsabilidades. Os autores dos crimes primeiro recorrem ao termo Fatalidade, e depois ao tempo para que suas participações sejam esquecidas. Assim foi o horror de Santa Maria (quem se lembra?), depois a chacina de crianças no Ninho do Urubu, depois as quedas de pontes, as enchentes — enfim, onde hou...
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A SÃO LUÍS (IN)TRANQUILA DOS “MEUS TEMPOS” A reiterada falácia de que “No meu tempo não era assim!” revela uma memória seletiva e provinciana da elite fadada a repetição de erros Quantas vezes você ouviu alguém dizer em alto e bom som que “Na minha época não tinha essa violência toda. A gente dormia era de janela aberta”? Mas infelizmente, tenho dúvidas, se existiu alguma época na capital maranhense em que isso foi verdade. Basta investigar em jornais antigos da Biblioteca Pública Benedito Leite ou em documentos do Arquivo Público de São Luís para constatar a quantidade de crimes violentos em toda a Ilha, desde o Período Colonial. A execução sumária de indígenas; os castigos violentos de escravizados; a morte na forca em praça pública (Manoel Beckman em 1685 entre outros); os assassinatos de Inocêncio, Jacinto (1876) e Mariquinhas (1873); o “crime monstruoso” no Café São José (1913); O Misterioso Caso Galeoti (1923); os golpes de Ignácio Mitra (finais do XIX e início do século ...