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Mostrando postagens de fevereiro, 2026
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NÃO DEIXEM O FOFÃO MORRER O fofao é a melhor oportunidade de fazermos as pazes com a nossa criança interior e ancestral   Trago a vocês notícias do carnaval maranhense, uma boa e uma ruim. A ruim é que aos poucos o fofão está morrendo. A boa é que há esperança. Principalmente naqueles que brincaram no passado e há 8 anos com o Encontro de Fofões do Maranhão reencontram a infância e ancestralidade com seus filhos. Parecia impossível pensar no fim dos fofões, mas o fato é que foram minguando junto com o carnaval de rua. E não é saudosismo, é fato. Quando cheguei em São Luís nos anos 80, fiquei impressionado com a diversidade do carnaval maranhense no centro de São Luís: blocos de sujo, blocos organizados e tradicionais, tribos de índio, escolas de samba, bandinhas (Banda da Saudade, Cantão), Casinha da Roça, tambor de crioula e fofão, muito fofão. Máscara tradicional de papel machê e cabelo de palha, máscara de pano tipo Bigorrilho, máscara moderna de borracha, vara de galho ...
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O AMOR QUE SOBREVIVEU APENAS NA LEMBRANÇA Cartas, fotografias e um amor interrompido   Guardadas nas gavetas, encontrei registros de um amor contrariado do passado; um amor que ficou registrado em dezenas de cartas escritas à mão, amareladas pelo tempo, e em fotografias desbotadas. Deparei-me com inúmeras cartas apaixonadas. Esse momento tocou a minha alma, trazendo belas lembranças desse amor que foi tragado pelo tempo e não teve um final feliz. Fiquei com o coração partido, rememorando essa história de amor do passado, interrompida pelo tempo. Um amor que não coube no destino e do qual restou apenas a lembrança — um amor que o tempo não apagou. As cartas amareladas e as fotos desbotadas, guardadas nas gavetas, eternizaram esses momentos e são algumas das poucas coisas que ficam. Só as fotos e as cartas resistem aos estragos do tempo. Ao mexer nas fotografias, senti uma nostalgia inexplicável, que jamais se repetirá; por um momento, voltei ao passado em busca desse amor ...
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AMOR NO CARNAVAL   (Do livro “Contos de Desamor”, Ceres Costa Fernandes)       Sábado Gordo, à tardinha. O bloco vinha da Madre Deus e fazia a curva para entrar na praça da Saudade, quando Candinho a vê, de pé, junto ao muro do cemitério, alheia à folia, sozinha e fantasiada de cigana. Abra-se um parêntese para notar esse estranho costume da cidade, fazer do cemitério passagem obrigatória de todos os blocos carnavalescos. Como íamos dizendo, Candinho a vê; chama-lhe a atenção a fantasia, um tanto fora de moda, e o olhar verde perdido e, porque não dizer,  também  o  corpo bonito e  os belos cabelos negros. Magnetizado, ele abandona o bloco e aproxima-se. De perto, é ainda mais bonita.  Candinho é bem apessoado, e os colegas - com uma ponta de inveja talvez -, sempre o reputaram um “bico doce”. Olham-se nos olhos. Seria um daqueles encontros marcados pelo destino ou efeito da magia do carnaval?  O certo é que se dá ent...
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O SAMBA DA MADRE DIVINA   É incorreto dizer que a Madre Deus é o berço do samba e do carnaval maranhense ou mesmo ludovicense? Sim. Até porque a festa embora pagã, consta no calendário religioso católico há séculos, sobre o mote de “Extravasar para se recolher” e isso, muito antes do bairro. A cruz já estava fincada nas sesmarias, nas missões, nas vilas, e nos distritos coloniais com seus ritos, na alma das pessoas que desejavam o tal paraíso celeste. Por outro lado, nos quilombos e nas aldeias, onde não havia carnaval, estavam a roda, os tambores, o batuque, o remelexo: seja para santos, orixás, deuses…onde fosse, como desse, o corpo sempre ousava buscar no espaço sua liberdade, sua essência de movimento, sua conexão e quando necessário, resistência. Então se não foi onde surgiu, na Madre Deus foi onde agregou, reuniu, juntou, agremiou muita gente de deus e do diabo que batucava nas vielas desde antes da Ponta de Santo Amaro, gente que beijou a mão de governantes para ganh...
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TRÊS MÚSICAS DE CARNAVAL MAIS UMA   Quais seriam as três músicas de Carnaval que você citaria como as mais marcantes em sua vida, caro leitor? Não necessariamente as que você acha mais belas, mas aquelas que tocaram a sua sensibilidade a ponto de não serem dissociadas do que o Carnaval tem de melhor e que você preserva em sua memória? Resolvi escolher três 1. Camisa Listrada, de Assis Valente Este samba de Assis Valente, embora com o passar dos anos não tenha ficado intrinsicamente associado ao Carnaval, é o samba que melhor expressa, para mim, em sua letra principalmente, além de em sua melodia irreverente, a alma carnavalesca. O espírito de liberdade, de boemia, de farsa, de escapismo e dissolução das regras nunca foram tão marcantes como no ritmo pulsante e progressivo desta canção, com gírias deliciosamente pueris da época até desaguar num: Sossega Leão! Sossega Leão! Sem dúvida, um monumento à ironia e à liberdade. 2. A Felicidade, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes...
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PÃO, CIRCO E A INFÂNCIA ABANDONADA A omissão do Município de São Luís no repasse de recursos ao Fundo da Criança e do Adolescente   Ministério Público do Maranhão (MPMA) detalha ações contra a retenção de verbas para crianças e adolescentes pela Prefeitura   Reunião entre MPMA e Fórum DCA Durante uma plenária extraordinária do Fórum Maranhense de Organizações Não Governamentais em Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Fórum DCA-MA), realizada nesta terça-feira, 7, o promotor de justiça Márcio Thadeu Silva Marques, titular da 1ª Promotoria de Justiça de Defesa da Infância e da Juventude de São Luís, detalhou as medidas judiciais e extrajudiciais que estão sendo adotadas em resposta à falha persistente da Prefeitura de São Luís em transferir milhões de reais em verbas orçamentárias ao Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (FMDCA). A convite do Fórum, o membro do Ministério Público do Maranhão abordou o “prejuízo histórico” superior a R...