JULIANA MARINS o grito que o mundo não ouviu A morte da publicitária brasileira Juliana Marins, de apenas 26 anos, gerou comoção mundial. Ela caiu enquanto percorria uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, e não resistiu à demora no resgate. Uma tragédia que poderia ter sido evitada. Um grito de socorro ecoou no interior do vulcão. Juliana ainda estava viva. Mas o mundo - moderno, tecnológico, supostamente preparado - fez-se de surdo. O pedido desesperado daquela jovem não foi ouvido. E, pior, não foi atendido. Durante cinco dias, Juliana agonizou dentro de uma gruta. Presa, ferida, abandonada. O planeta, com seus satélites, drones e helicópteros, assistiu inerte, sem conseguir (ou querer?) agir a tempo. Faltaram equipamentos. Faltou vontade. Faltou humanidade. Com tanto avanço nas mãos, com tantos recursos à disposição, o mundo fracassou diante da vida de uma jovem mulher que só queria explorar a natureza. O espírito aventureiro de Juliana não teve limites ...
O poema de Silvana Meneses é de uma delicadeza intensa e silenciosa. Em apenas três versos, ela captura a sensação de impotência diante da vastidão — seja do mar, seja dos sentimentos. A imagem das palavras naufragando no olhar é poderosa: sugere que há emoções tão profundas que nem mesmo a linguagem consegue conter. O olhar, mudo e abissal, torna-se o verdadeiro porto daquilo que não se pode dizer. Trata-se de um pequeno poema que, como uma onda, é breve na forma, mas vasto em significado.
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