OBRAS PARALISADAS E O IMPACTO DIRETO NA
EDUCAÇÃO INFANTIL
A
realidade das escolas e creches inacabadas no Maranhão
e seus
reflexos no analfabetismo infantil
TCE vai fiscalizar o andamento de 686 obras da Educação
Básica paralisadas em 12 cidades do MA
Entre
os principais objetivos da fiscalização está garantir que as obras sejam
concluídas e entrem em funcionamento, de modo a criar vagas nas escolas
fiscalizadas, contribuindo para a redução dos índices de evasão escolar.
O
Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) vai fiscalizar o andamento de
686 obras da Educação Básica que se encontram paralisadas no estado.
De
acordo com dados do Tribunal de Contas da União (TCU), o Maranhão possui 1.232
obras paralisadas, o que corresponde a 62% do total, com investimento previsto
de R$ 979,29 milhões. Desse total, 686 obras são da Educação Básica,
representando 77,7% das obras paralisadas, com investimento estimado em R$
535,63 milhões.
Fonte: G1 MA. Publicado em 02/04/2025.
TCE inicia mais uma etapa da fiscalização de obras
inacabadas ou paralisadas na área da educação
Auditores
do Tribunal de Contas do Estado (TCE) iniciaram, na manhã desta segunda-feira
(01), mais uma etapa da fiscalização de obras federais inacabadas ou
paralisadas na área da educação básica e profissionalizante.
A
atividade integra o Plano de Fiscalização relativo ao Pacto Nacional pela
Retomada de Obras e de Serviços de Engenharia destinados à Educação Básica e
profissionalizante, previsto na Lei nº 14.719. Coordenado pelo Governo Federal,
o pacto é uma iniciativa conjunta do Ministério da Educação (MEC) e do Fundo
Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
Até o
próximo dia 06, as equipes do TCE realizarão trabalhos de campo nos municípios
de Amapá do Maranhão, Apicum-Açu, Cândido Mendes, Carutapera, Cedral, Luís
Domingues, Porto Rico do Maranhão e Serrano do Maranhão, com o objetivo de
identificar a real situação das obras ainda não concluídas nessas cidades. Essa
etapa é essencial para os procedimentos de retomada das obras, com vistas à sua
conclusão.
Cálculos
do Ministério da Educação (MEC) estimam que a finalização das obras atualmente
paralisadas ou inacabadas poderá resultar na geração de cerca de um milhão de
novas vagas nas redes públicas de ensino em nível nacional.
Dados
do MEC indicam que o Maranhão é o estado com o maior número de obras
paralisadas, sendo também a unidade da Federação que poderá receber o maior
volume de recursos para a conclusão dessas obras. Contudo, o estado ainda
apresenta baixos níveis de adesão ao Pacto Nacional pela Retomada de Obras e de
Serviços de Engenharia destinados à Educação Básica e profissionalizante.
Dessa
forma, busca-se assegurar o fluxo de recursos financeiros para evitar novas
paralisações, verificar a adequação dos projetos, licitações e da execução das
obras e garantir que, após concluídas, elas funcionem efetivamente para criar
vagas nas escolas e reduzir a evasão escolar.
No caso
das obras paralisadas na área da educação, os Tribunais de Contas realizam, em
âmbito nacional, fiscalizações que se mostram essenciais para que essas obras
sejam efetivamente concluídas.
Fonte: TCE. Publicado em 01/09/2025.
Corregedoria
Nacional do MP recomenda atuação em obras paralisadas de educação infantil
A
orientação busca assegurar a conclusão das obras e ampliar a oferta de vagas na
educação infantil.
A
Corregedoria Nacional do Ministério Público recomendou aos membros do MP com
atribuição no acompanhamento de obras públicas de interesse da educação
infantil a adoção de medidas para fiscalizar construções paralisadas ou
inacabadas. A iniciativa está alinhada ao Pacto Nacional pela Retomada de Obras
e Serviços de Engenharia, instituído pela Lei Federal nº 14.719/2023, e integra
o Projeto Primeiros Passos, da Presidência do CNMP, voltado à promoção
da primeira infância.
Por
meio de ofício circular expedido em agosto, a Corregedoria orientou os
promotores de Justiça a instaurarem procedimentos destinados à coleta de
informações sobre o andamento das obras, os motivos da paralisação e as
providências já adotadas pelas administrações municipais. O objetivo é garantir
a correta aplicação dos recursos públicos e a regular entrega das construções,
assegurando sua finalidade pública.
A
recomendação também prevê a adoção de medidas para reforçar a efetividade da
atuação ministerial, especialmente no que se refere à ampliação da oferta de
vagas em creches e pré-escolas. Além disso, os membros devem
registrar os procedimentos instaurados no Sistema de Resoluções do CNMP,
possibilitando o acompanhamento nacional da situação.
A
medida busca fortalecer a transparência, a adequada aplicação dos recursos
públicos e o compromisso do Conselho Nacional do Ministério Público com a
efetividade das políticas públicas destinadas à primeira infância.
Fonte: Conselho Nacional do Ministério Público.
Publicado em 26/09/2025.
O
Jornal Grande Bahia divulgou, em janeiro deste ano, que Maranhão, Bahia
e Pará lideram o ranking de obras públicas paralisadas. Entre as unidades da
federação, o Maranhão aparece no topo da lista.
O
Tribunal de Contas da União (TCU) aponta que a conclusão dessas obras é
fundamental para a melhoria da qualidade de vida da população e que a retomada
depende de maior planejamento, eficiência na execução dos contratos e medidas
de fiscalização mais rigorosas.
Mais
uma vez, o Maranhão aparece na liderança de obras paralisadas no país,
destacando-se, aqui, as obras da Educação Básica que estão interrompidas em 12
cidades do estado.
Dados
do IBGE, divulgados no ano de 2025, indicam que os estados do Nordeste
(Alagoas, Piauí, Paraíba, Ceará e Maranhão) concentram as maiores taxas de
analfabetismo infantil do país.
O
índice de analfabetismo infantil em nosso estado alcança números alarmantes.
Assim, constata-se o descaso com a educação básica infantil, evidenciado por
dezenas de obras paralisadas, incluindo escolas e creches.
Dessa
forma, o Maranhão deverá continuar liderando o ranking nacional de obras
públicas paralisadas.
Ainda
bem que existem órgãos de fiscalização, como o TCU, o TCE e outros, que
acompanham o andamento dessas obras. Sem a atuação desses órgãos, a situação
estaria ainda pior.
Com
obras de escolas e creches paralisadas, a evasão escolar tende a aumentar,
agravando cada vez mais as taxas de analfabetismo infantil em nosso estado.
Gilmar Pereira Santos é
advogado
e escritor de livros infantis.


👏🏻👏🏻👏🏻
ResponderExcluir👏👏👏
ResponderExcluirMuito bom!
ResponderExcluirÉ verdade dr Gilmar é uma vergonha as creches e várias escolas precisando de investimentos e ninguém lembra de cuidar
ResponderExcluirgrande baixadeiro q sempre lutou pela Educação de qualidade em nosso Estado
ResponderExcluirParabéns, Gilmar! Vc presta um importante serviço para o povo do Maranhão.
ResponderExcluirPura verdade !
ResponderExcluirDr Gilmar faz a diferença 👏🏻👏🏻👏🏻
ResponderExcluirVerdade,total descaso com a educação
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