FEMINICÍDIO NO BRASIL
Desafios no
enfrentamento da violência contra a mulher
A realidade do feminicídio no Maranhão
O Fórum Brasileiro de
Segurança Pública divulgou recentemente que, no ano de 2025, foram registradas
1.568 mulheres vítimas de feminicídio no Brasil, o que representa um
crescimento de 4,7% em relação ao ano anterior.
Desde a tipificação da
lei do feminicídio, em março de 2015, ao menos 13.703 mulheres já foram
assassinadas por sua condição de serem mulheres.
Nos últimos cinco anos,
houve um crescimento de 14,5% nos registros de feminicídios no país.
O portal G1 noticiou, no
dia 03/12/2025, que o Maranhão registrou 47 casos de feminicídio no ano de
2025.
A Justiça do Maranhão
informou que, até junho de 2025, 5.883 julgamentos de casos de feminicídio já
haviam sido realizados em todo o estado.
Como noticiado acima, os
registros de casos de feminicídio no ano de 2025, tanto no Brasil quanto no
Maranhão, causam assombro. Mesmo com o endurecimento da lei contra esse tipo de
crime, os casos não diminuem.
Mesmo com medidas
protetivas e canais de denúncia à disposição das mulheres, parece que nada
mudou, pois, as estatísticas comprovam essa triste realidade.
Na verdade, parece que a
sociedade já se acostumou com esse tipo de crime. A União e os Estados deveriam
trabalhar em conjunto para pôr em prática as medidas protetivas colocadas à
disposição das mulheres. Entretanto, o que se constata é uma falta de sintonia
entre ambos.
A maioria dos municípios
do Maranhão não possui nenhum serviço especializado para atender mulheres que
vivem ameaçadas pelos companheiros.
A Lei Maria da Penha foi
criada com a finalidade de combater o feminicídio em nosso país.
Entretanto, não adianta
apenas criar leis e medidas protetivas para combater o feminicídio. Falta
também comprometimento da sociedade civil para levantar essa bandeira.
Em cidades maiores, deveriam existir Delegacias Especializadas no atendimento às mulheres. Além disso, organizações da sociedade civil voltadas ao enfrentamento da violência contra as mulheres deveriam realizar, periodicamente, palestras com especialistas no assunto, organizar encontros com mulheres e promover passeatas para chamar a atenção da sociedade para esse tipo de crime.
Enquanto não houver ações
efetivas de combate a esse tipo de crime, as estatísticas tendem a aumentar a
cada ano.
Gilmar
Pereira Santos é advogado
e escritor de livros infantis.


👏🏻👏🏻👏🏻
ResponderExcluirMuito bom o texto!Parabéns!👏🏻👏🏻👏🏻
ExcluirExcelente texto
ResponderExcluirExiste uma epidemia de feminicídio no Brasil, infelizmente! É dever de todos, combatê-la.
ResponderExcluirDr Gilmar sempre muito necessário 👏🏻👏🏻👏🏻
ResponderExcluirMagnólia.
ResponderExcluirÉ verdade esta demais esses agressores de mulheres não se conforma em perder em uma separação, e achao que a mulher é obrigada viver apanhando e aceitar toda agressividade do homem .
Nenhua mulher é obrigada a se calar tens que denunciar.
Parabéns por levantar essa pauta , o feminicídio se alastrou no mundo todo , e já está sendo normalizando, coisa que não podemos aceitar de forma nenhuma.
ResponderExcluirGostei muito, parabéns Dr Gilmar 👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼
ResponderExcluirAdorei o texto. Repleto de estatísticas e reflexões sobre um dos tipos de violência que mais assustam a sociedade brasileira atualmente.
ResponderExcluirParabéns pelo texto! WANDA CUNHA
ResponderExcluirQuero parabenizar o amigo irmão Penalvense, Gilmar Pereira pelo belo trabalho desenvolvido em todo o Maranhão!! Dr Gilmar além de ser escritor e compositor tem grande saber jurídico , é um excelente advogado, sempre sensível as causas coletivas e humanitárias, um Penalvense que nos enche de orgulho. Parabéns dr Gilmar Pereira!!!
ResponderExcluirMuito bom artigo, nas palestras que já ministrei abordandoo essa crise de desrespeito e ofensa as garantias e direitos fundamentais das mulheres que ganha vulto e repercussão em toda midia, é estrutural, envolve desde família, escola e aparato do Estado em todos os níveis, prescindindo de debate da sociedade em geral no Brasil.
ResponderExcluirTodos dia morre uma mulher até quando vamos com viver com eses bando de homens que não aceito não é acabam matando sua própria companheira às nossas leis têm que ser mais severas tem que mais apoi do governo federal todo dia uma mulher pede socorro e ninguém faz quase nada é por isto estes agressores continua fazendo porque confiam na impunidade só leis da Maria da penha não está resolvendo
ResponderExcluir