O ESPETÁCULO DO DESCALABRO Vaidade e Shows Milionários em Municípios em Crise A Lei nº 14.133/2021 (Lei de Licitações e Contratos Administrativos) estabelece requisitos de transparência, incluindo a divulgação de despesas com shows no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP) e o detalhamento dos custos. Diversos projetos de lei já foram apresentados para regulamentar a contratação de artistas por agentes políticos para apresentações de shows. Entretanto, nenhum desses projetos surtiu efeito para barrar a sangria de recursos públicos destinados à contratação desses artistas. Além disso, o gestor público não precisa de autorização da Assembleia ou da Câmara Municipal, tampouco está obrigado a divulgar o cachê que pretende pagar; assim, não existe a menor transparência nesse tipo de contratação. Alegar que um evento de apenas um dia pode gerar emprego e renda é uma utopia — um verdadeiro absurdo. Esse argumento cai por terra por motivos óbvios. Q...
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NENHUM ESPAÇO PARA QUEM MATOU UMA MULHER Campanha pressiona por retirada de nomes de feminicidas em ruas Em 12/03/2026, a jornalista Ângela Celeste, do Portal UOL, divulgou a notícia de que a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal de São Paulo aprovou um projeto de lei que propõe mudar o nome da Rua Peixoto Gomide, localizada na região da Avenida Paulista, para Sophia Gomide. A proposta ainda precisa passar por votação no plenário da Casa. O projeto de lei é de autoria das vereadoras Silvia Ferraro (PSOL) e Luna Zarattini (PT), coautora da proposta. Segundo as parlamentares, o objetivo é reparar a homenagem e preservar a memória da vítima. A proposta é da Bancada Feminista do PSOL, com apoio de organizações como Minha Sampa e Instituto Polis. Sophia Gomide foi assassinada em 1906 pelo próprio pai, o então senador Peixoto Gomide, que não aceitava seu casamento. Anos depois, em 1914, a Câmara deu o nome do ex-senador à rua, sem qualquer menção ao crime. ...
CRÔNICA N°1 DUM SÁBADO DE SOL Contentamento, Bar do Léo e o céu sob o hino do Maranhão Escolher não escolher é submeter-se à escolha: o inegavelmente de Sartre, os bolos e os fatídicos sins e nãos em que se inventou a angústia. É que a liberdade não estará só em se dizer “eu te amo” enquanto o tempo segue ou em se usar um guarda-chuva num dia lindo de sol. A liberdade está na indefinição de nem isso, de nem aquilo. A parada profunda como poça d'água, vazia feito saco de ar ao vento. O livre é poder amar sem ledo, proteger-se da chuva num céu claro, certeza obscena tão íntima, como os sacos do ar… em se procurar para olhar-se e achar-se. Eu gostaria, também, de escrever sobre Anatomia, embora os sentimentos sejam ausentes de planos, inserções, esses referenciais rarefeitos que sejam, sim, permeados em indiferenças no tabuleiro do “só por hoje”. Hoje, apenas; e amanhã, não sei mais saber o que dizer. Escolher. Terrivelmente livre, tal quando eu abro a g...

Bonita demais!!!
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