NENHUM ESPAÇO PARA QUEM
MATOU UMA MULHER
Campanha
pressiona por retirada de nomes de feminicidas em ruas
Em 12/03/2026,
a jornalista Ângela Celeste, do Portal UOL, divulgou a notícia de que a
Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal de São Paulo aprovou um
projeto de lei que propõe mudar o nome da Rua Peixoto Gomide, localizada na
região da Avenida Paulista, para Sophia Gomide. A proposta ainda precisa passar
por votação no plenário da Casa.
O projeto de
lei é de autoria das vereadoras Silvia Ferraro (PSOL) e Luna Zarattini (PT),
coautora da proposta. Segundo as parlamentares, o objetivo é reparar a
homenagem e preservar a memória da vítima. A proposta é da Bancada Feminista do
PSOL, com apoio de organizações como Minha Sampa e Instituto Polis.
Sophia Gomide
foi assassinada em 1906 pelo próprio pai, o então senador Peixoto Gomide, que
não aceitava seu casamento. Anos depois, em 1914, a Câmara deu o nome do
ex-senador à rua, sem qualquer menção ao crime.
O projeto de
lei faz parte da campanha “Feminicida não é herói”, que pretende retirar
homenagens a feminicidas em ruas e espaços públicos de São Paulo. “Esperamos
que o plenário da Câmara referende a proposta de alteração do nome da rua e
faça a devida reparação a Sophia Gomide. Queremos que essa mudança sirva como
exemplo de que nossa cidade não tolera mais violência contra a mulher”, disse
Silvia Ferraro.
A iniciativa
também propõe a mudança do nome de outras duas ruas da cidade. A Rua Moacir Piza,
no centro, passaria a se chamar Nenê Romano, mulher assassinada por ele em
1923. Já a Rua Alberto Pires, na zona norte, teria seu nome alterado para Dona
Leonor de Camargo Cabral, pelo mesmo motivo.
Outro projeto
ligado à iniciativa, que proíbe atribuir nomes de pessoas que cometeram
feminicídio a ruas e espaços públicos, já foi aprovado pela Câmara em primeira
votação. A segunda votação deve ocorrer ainda em março e, se aprovado, o
projeto de lei seguirá para sanção do prefeito Ricardo Nunes.
A iniciativa
das parlamentares paulistas deveria servir de exemplo a ser seguido pelas
Câmaras dos municípios maranhenses.
É inaceitável
que, nos dias atuais, figuras masculinas e femininas que cometeram crimes
associados à violência ou à opressão sejam homenageadas em logradouros
públicos, como ruas, escolas, hospitais e outros.
O primeiro
passo seria identificar os nomes das pessoas que cometeram crimes,
especialmente aqueles envolvidos em violência de gênero, crimes passionais
envolvendo pessoas de prestígio, ou figuras coloniais ligadas à escravidão ou à
violência.
A iniciativa
para a mudança desses nomes de logradouros públicos pode ser feita por meio de
iniciativa popular, pelo Ministério Público e pelas Câmaras Municipais.
A pesquisa
desses nomes pode ser realizada em arquivos do Tribunal de Justiça e dos
municípios, bibliotecas, jornais antigos como Pacotilha, Publicador Maranhense,
Diário do Maranhão e O Vianense, além de livros que tratam do assunto.
Um caso
emblemático, ocorrido recentemente, deu-se por meio de iniciativa popular que
contou com a atuação da Defensoria Pública da União, sugerindo a mudança do
nome do Hospital Nina Rodrigues. O pedido foi no sentido de que o nome da
unidade hospitalar, que homenageia o médico maranhense Nina Rodrigues, configura
racismo científico, sob a alegação de que o referido médico seria defensor de
teorias de eugenia e racismo científico no Brasil, defendendo a existência de
raças superiores e inferiores e a criação de códigos penais distintos para
brancos e negros.
Gilmar Pereira Santos é
advogado
e escritor de livros infantis.


muito interessante Dr. Gilmar 👏🏼👏🏼
ResponderExcluirDeve-se dar destaque a quem luta pelo bem e dignidade da sociedade, isso sim!
ResponderExcluirO Dr. Gilmar continua a nos inspirar com seus textos de grande valor e significado. Que notícia maravilhosa! Espero que seja aprovada!
ResponderExcluirÓtima iniciativa
ResponderExcluir👏👏👏
ResponderExcluirDr Gilmar sempre com pautas super pertinentes 👏🏻
ResponderExcluirEssa iniciativa é de uma importância histórico-social, pois apesar de não sanar o mal causado pelo crime, ao menos repara a injustiça de eternizar nomes de criminosos para homenagear os nomes das vítimas.
ResponderExcluirDr Gilmar essa umas das pautas integrantes não a espaço para quem matou uma mulher. Até porque parece que ja virou brincadeira com tantas maldades que estão praticando com às mulheres isso tem que mudar ter uma lei mais dura porque infelizmente já está demais
ResponderExcluirUma pauta interessante que merece destaque dentre outras medidas a serem adotadas.
ResponderExcluirAs mulheres principais vítimas jamais poderão ser esquecidas.
Dr. Gilmar como sempre com ótimas pautas.👏🏻
ResponderExcluirMatéria importante e necessária. Parabéns pelo texto, Gilmar Pereira.
ResponderExcluirUm assunto totalmente importante Dr Gilmar, Parabéns pelo texto .
ResponderExcluirExcelente artigo Gilmar👏🏼👏🏼
ResponderExcluirMuita boa a iniciativa da jornalista e deveria servir de exemplo para a sociedade e para os poderes públicos. Interessante que não sabia a procedência do nome do Hospital Nina Rodrigues. Vamos lutar pela misoginia!
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